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Qual a origem do Universo?

11 Abr

O Sol é apenas uma de um número assombroso de estrelas que ficam num dos braços espirais da galáxia Via-Láctea, ela mesma é apenas uma diminuta parte do Universo. A Olho nu podem-se ver algumas manchas de luz que, na realidade, são outras galáxias, como Andrômeda, maior do que a Via Láctea. A Via-Láctea, a Andrômeda e mais umas 20 outras galáxias são mantidas juntas pela gravitação num aglomerado, todas elas ocupando apenas um pequeno espaço num…
vastosuperaglomerado. O Universo contém inumeráveis superaglomerados e isso não é tudo. Os aglomerados não estão espalhados por igual no espaço. Numa escala enorme, eles parecem paredes e filamentos envolvendo gigantescas regiões vazias, ou ‘bolhas’. Algumas partes são tão longas e largas que parecem muralhas. Quantos mais claramente vermos o Universo em todos os seus detalhes esplendorosos, tanto mais difícil será explicarmos com uma teoria simples como é que ele se formou.
As Evidências Apontam para um Começo

Todas as estrelas que vemos estão na Via-Láctea. Até os anos de 1920, esta parecia ser a única galáxia existente. Mas provavelmente você sabe que com as observações posteriores, com telescópios maiores, ficou provado que o Universo contém pelo menos 50 bilhões de galáxias, cada qual com bilhões de estrelas semelhantes ao Sol e o fato é que elas estão todas em movimento.
Os astrônomos descobriram algo notável: quando passaram luz galáctica através de um prisma, observou-se um ‘esticamento’ nas ondas luminosas, indicando que se afastavam de nós a grande velocidade. Quanto mais distante a galáxia, tanto mais rapidamente parecia afastar-se. Isso indica um Universo em expansão.
Ainda que para a maioria dos cientistas o Universo tenha tido um começo bem pequeno e denso, não podemos fugir desta questão fundamental: “Se em algum ponto no passado o Universo estava confinado a um estado singular de tamanho infinitamente pequeno e de infinita densidade, temos de perguntar o que havia ali antes e o que havia formado Universo… Temos de encarar o problema de um começo.” – Sir Bernard Lovell.
Tentativas de Explicar um Começo
Em 1979, o físico Alan Guth apresentou a teoria do Universo Inflacionário. A Teoria da Inflação especula o que aconteceu uma fração de segundo após o começo do Universo. Os defensores da inflação sustentam que o Universo inicialmente era submicroscópico e daí inflacionou(expandiu-se) mais rápido do que a velocidade da luz (uma afirmação que ainda não foi provada). Essa teoria é polêmica. O Dr. Andrei Linde foi mais explícito num artigo em ScientificAmerican: “Explicar essa singularidade inicial – onde e quando tudo começou – ainda é o problema mais renitente da cosmologia moderna.”
Regulagem Perfeita
Quatro forças físicas fundamentais
1. Gravitação: Uma força bem fraca a nível de átomos. Afeta objetos grandes – planetas, estrelas, galáxias;
2. Eletromagnetismo: A força principal de atração entre prótons e elétrons, permitindo a formação de moléculas. Os relâmpagos são umas das provas de sua força;
3. Força nuclear forte: A força que liga os prótons e os nêutrons entre si no núcleo de um átomo;
4. Força nuclear fraca: A força que governa a desintegração de elementos radioativos e a eficiente atividade termonuclear do Sol.
As quatro forças fundamentais atuam tanto na vastidão do cosmos quanto na infinita pequenez das estruturas atômicas. Elementos essenciais à vida (especialmente o carbono, o oxigênio e o ferro) não poderiam existir sem a regulagem perfeita entre as quatro forças manifestas no Universo. Se a força eletromagnética fosse bem mais fraca, os elétrons não seriam mantidos ao redor do núcleo atômico. Assim os átomos não poderiam ligar-se para formar moléculas. Se essa força fosse bem mais forte, os elétrons ficariam aprisionados no núcleo do átomo, e dessa forma não haveria reações químicas entre os átomos, ou seja, não haveria vida. Já nesse aspecto fica claro que a vida depende da regulagem perfeita da força eletromagnética. E considerando a escala cósmica , uma leve diferença na força eletromagnética afetaria o Sol , alterando assim a luz que atinge a Terra, tornando difícil , ou impossível, a fotossíntese nas plantas, podendo também roubar da água as suas propriedades ímpares, que são vitais para a vida.
Igualmente vital é a intensidade da força eletromagnética em relação às outras três. Por exemplo, os físicos calculam que esta força seja 10.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000 (1040) de vezes maior que a gravidade. Poderia parecer ínfimo apresentar mais um zero a esse número, mas isto significaria que a gravidade seria proporcionalmente mais fraca. Com a gravidade mais fraca as estrelas seriam menores, e a pressão da gravidade nos seus interiores não elevaria a temperatura o suficiente para ocorrerem as reações de fusão nuclear: o Sol não teria mais como brilhar.
E se a gravidade fosse proporcionalmente mais forte, de modo que o número tivesse apenas “39 zeros”? Um estrela como o Sol teria sua expectativa de vida drasticamente reduzida.
De fato, duas qualidades notáveis do Sol e de outras estrelas são eficiência e estabilidade a longo prazo. veja uma ilustração simples: para funcionar bem, o motor de um carro precisa de uma combinação perfeita de combustível e ar. Engenheiros projetam complexos sistemas mecânicos e computadorizados para aperfeiçoar o desempenho. Se é assim com um simples motor, imagina dizer das eficientes estrelas de “combustão” como o Sol? As forças principais envolvidas estão reguladas com precisão viabilizando a vida.
A estrutura do Universo envolve muito mais do que apenas a regulagem perfeita da gravidade e da força eletromagnética. Considere a força nuclear forte , que liga os prótons e os nêutronsentre si no núcleo do átomo. Graças a essa ligação podem-se formar vários elementos – os leves (como hélio e oxigênio) e os pesados (como o ouro e o chumbo). Se essa força fosse 2% mais fraca, existiria apenas o hidrogênio. Inversamente, haveria apenas elementos mais pesados, mas não o hidrogênio. Se faltasse hidrogênio no Universo, o Sol não teria combustível necessário para irradiar energia vitalizadora. E é claro, não teríamos água nem alimento, pois o hidrogênio é um ingrediente essencial de ambos.
A quarta força em consideração, a força nuclear fraca, controla a desintegração radioativa.Afeta também a atividade termonuclear no Sol. O matemático e físico Freeman Dyson explica: “A [força] fraca é milhões de vezes mais fraca do que a força nuclear. É fraca justamente o necessário para que o hidrogênio no Sol queime num ritmo lento e constante. Se a [força] fraca fosse mais forte ou mais fraca, todas as formas de vida que dependem de estrelas do tipo do Sol também estariam em perigo.”
Ademais, os cientistas acreditam que a força fraca participa nas explosões de supernovas, que eles acham ser o processo para a produção e distribuição da maioria dos elementos, “Se tais forças nucleares fossem ligeiramente diferentes do que são, as estrelas não produziriam os elementos dos quais você e eu nos compomos”, explica o físico John Polkinghorne.Existe uma surpreendente regulagem entre essas quatro forças fundamentais. “Parece que tudo ao nosso redor prova que a natureza fez tudo certo”, escreveu o professor Paul Davies.
Sim. A regulagem perfeita entre as forças fundamentais possibilita a existência e a operação do nosso Sol, do nosso planeta, da atmosfera tão essencial à vida e de todos os elementos químicos existentes na Terra.

Fonte: http://andhora-geek.blogspot.com

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Publicado por em Abril 11, 2011 em Mundo

 

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