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Autocontrole da bexiga pode melhorar a capacidade de decisao

17 Abr

Matéria 10-03-11
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Tomamos melhores decisões quando controlamos determinadas vontades.

Um estudo realizado pela Universidade de Twente, na Holanda, sugere que controlar a vontade de urinar pode melhorar o mecanismo de decisão. Ou seja, activar determinadas vontades, como excitação sexual, fome ou sede, em detrimento de outras, pode levar as pessoas a fazerem escolhas aparentemente não relacionadas.

Mirjam Tuk, investigadora do Departamento de Psicologia daquela instituição, usa como exemplo o caso de um homem que vai buscar um saco de batatas fritas após ter visto imagens de mulheres sensuais. “Caso fosse capaz de reprimir o desejo sexual seria a fome também controlada?”

Para tentar responder, Tuk teve a ideia inusitada de fazer o estudo enquanto assistia a uma palestra. Para permanecer acordada e atenta, bebeu vários cafés – no final sentiu vontade de ir à casa de banho. Todas as bebidas tinham então chegado à sua bexiga e teve automaticamente de controlar a vontade de urinar. A situação levantou um a questão: “O que acontece quando as pessoas exercem níveis elevados de controlo na bexiga, mesmo sem estarem conscientes para este facto?”A partir desta pergunta, a investigadora desenvolveu várias experiências em laboratórios para testar se o controlo de uma das vontades do corpo pode acarretar maior domínio sobre outras. Para um dos testes, os participantes tiveram de beber cinco copos de água, de 750 mililitros, ou tomaram pequenos sorvos separados. Após 40 minutos – período de tempo necessário para a água chegar à bexiga –, avaliaram o autocontrolo dos voluntários pedindo-lhes que fizessem oito escolhas.Cada opção correspondia a uma recompensa pequena, porém imediata, ou então a uma maior, mas obtida mais tarde. Por exemplo: Poderiam escolher entre receber 16 euros logo no dia seguinte ou 30 euros em 35 dias. A maior parte dos participantes com a bexiga cheia optou por receber a recompensa maior.

Já alguns estudos na área da psicologia apoiam o conceito de “vazio do ego”, que sugere que o autocontrolo pode esgotar o cérebro e torna ainda mais difícil a capacidade de controlar outra situação. Contudo, a investigação da Universidade de Twente parece contrariar este facto e defende que o controle da bexiga é um processo automático e inconsciente.

Os investigadores consideram que ainda serão necessários mais estudos para determinar se este efeito pode ter a origem não apenas na bexiga, mas também noutras respostas automáticas inibitórias.

Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=47805&op=all
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Publicado por em Abril 17, 2011 em Ciência

 

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