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As melhores cobras para estimação

24 Maio

1 – Cobra do Milho (Elaphe Guttata)


A Cobra do Milho é uma das melhores espécies de cobras para iniciantes. É uma cobra dócil que tolera o manuseamento, evitando atacar. É bastante resistente em cativeiro, sobretudo no que diz respeito às exigências de temperatura e humidade. São fáceis de alojar, pois não necessitam de decoração especial, para além dos aparelhos básicos que todos os répteis necessitam e que dizem respeito à iluminação, temperatura, humidade, etc.

Geralmente aceitam sem grande dificuldade ratos previamente mortos, embora alguns exemplares necessitem de algumas tentativas para a primeira refeição. Contudo, a maioria destas cobras aceita desde logo esta dieta. Ou seja, desde que a cobra se alimente convenientemente no criador, em princípio não haverá grande problema em retomar a dieta já na terrário do novo dono.

Devido à grande disponibilidade destas cobras no mercado, a Cobra do Milho é uma das espécies mais acessíveis. Existe em tantas cores e padrões ao ponto de ser até difícil identificar a espécie. Perante tanta variedade, o complicado é escolher.

Desvantagens

O maior perigo com estas cobras são as fugas, uma vez que são capazes de encontrar os mais pequenos buracos para escapar.

A Cobra do Milho pode ficar com um tamanho considerável, 180 cm no máximo, mas a maioria dos exemplares ronda os 120 cm.

2 – Cobra Real Californiana (Lampropeltis Getula Californiae)


As principais diferenças entre a Cobra do Milho e a Cobra Real Californiana são: o temperamento, a aceitação de ratos previamente mortos e o comprimento.

No geral, a Cobra Real Californiana é bastante dócil e permite o manuseio, embora a Cobra do Milho pareça ser mais tolerante.

No mundo dos répteis é aceite que a Cobra Real Californiana rejeita mais facilmente os ratos previamente mortos do que a Cobra do Milho. Esta diferença baseia-se no facto de que a Cobra Real Californiana no seu ambiente natural se alimentar de tudo um pouco: lagartos, cobras, roedores, etc. Mas a aceitação de ratos previamente mortos parece depender mais dos indivíduos do que propriamente da espécie. Aliás, assim que a Cobra Real Californiana se habitua à dieta de ratos, ela ataca com voracidade a presa. Por esta razão é aconselhável alimentar a cobra fora do terrário, para que o animal não confunda a mão do dono com uma presa.

A Cobra Real Californiana é também mais pequena do que a Cobra do Milho. Apesar de poder chegar aos 150 cm, a maioria dos exemplares em cativeiro fica-se pelos 110 cm. Esta diferença não se repercute no espaço necessitado para o alojamento do animal, uma vez que a Cobra Real Californiana parece fazer um maior rebuliço no terrário. Assim, o terrário de uma Cobra Real Californiana deve ser equivalente ao de uma Cobra do Milho um pouco maior, para que o terrário permanece “em ordem” durante mais tempo.

Resistente, a Cobra Real Californiana não difere muito em termos de dificuldade de manutenção em relação à Cobra do Milho: não necessita de níveis elevados de humidade, é bastante resistente às variações de temperatura e vive bem com uma decoração básica. Apesar de preferir um substrato onde se possa enterrar para não se sentir ameaçada, a Cobra Real Californiana deve ser mantida num ambiente o mais higiénico possível. Isto porque esta cobra é particularmente susceptível ao desenvolvimento de dermatites. Todas as cobras podem desenvolver este problema se forem mantidas em contacto com fezes ou alimentos apodrecidos, mas a Cobra Real Californiana parece ser mais frágil neste sentido.

Tem tantas cores e padrões como a Cobra do Milho, se não mais, embora seja, regra geral, mais cara. As colorações mais comuns não são difíceis de encontrar no mercado e são também bastante acessíveis.

Desvantagem

Tal como a Cobra do Milho, a Cobra Real Californiana escapa do terrário por qualquer buraco que encontre.

3 – Cobra Real Mexicana (Lampropeltis mexicana)


A Cobra Real Mexicana é muito tímida, ou seja, gosta de se esconder no terrário e é menos dada à interacção com o dono. Contudo, a tendência para morder ainda é baixa.

Apesar de poderem ser mantidas de forma fácil com uma dieta de ratos previamente mortos, os juvenis desta espécies são algo resistentes a iniciar este tipo de dieta.

O tamanho que atinge, entre 60 e 90 cm, é uma vantagem em relação às espécies maiores, por necessitar de menos espaço. Contudo, em termos de alojamento tem exigências específicas, como a necessidade de uma substrato onde se consiga enterrar. Torna-se assim mais difícil e mais cara a manutenção, quando comparado com o substrato de papel de cozinha que pode ser usado tanto na Cobra do Milho como na Cobra Real Californiana. Esta necessidade pode contudo ser contornada se lhe forem oferecidos vários abrigos e rochas.

Em estado selvagem, a dieta desta cobra contém uma elevada percentagem de lagartos, mas é possível  habituá-la a ratos previamente mortos com alguma paciência.

Esta cobra começou por ser bastante cara e difícil de obter devido às leis de protecção de espécies autóctones adoptadas pelo México. Ao longo do tempo, a Cobra Real Mexicana passou a ser mais comum e mais acessível.

Desvantagem

Tal como as suas parentes escapa facilmente do terrário caso haja descuido por parte do dono.

4 – Cobra Falsa Coral – (Lampropeltis triangulum)

Existem dezenas de subespécies da Cobra Falsa Coral, que podem variar desde os 35 aos 175 cm, mas nem todas são animais de estimação fáceis. As subespécies mais comuns no mercado são provavelmente a das Honduras (hondurensis) e as do México (campbelli, nelsoni e sinaloae). De todas, talvez a mais popular e mais calma seja a hondurensis.

A Cobra Falsa Coral das Honduras é uma das maiores do grupo, medindo entre 90 e 120 cm em cativeiro. Entre as mais pequenas, está a Escarlate, Lampropeltis triangulum elapsoides, mas esta é bastante mais nervosa e aguerrida. No geral, todas as subespécies são ariscas, especialmente enquanto jovens, mas tendem a acalmar com a idade. Não atacam prontamente, mas são mais reactivas que as espécies anteriores. O dono deve ser paciente no que diz respeito ao manuseio da cobra.

Estas cobras são sobretudo activas durante a noite, o que pode querer dizer que muitas vezes têm os horários contrários aos do dono. Gostam também de se enterrar no substrato, o que exige maiores cuidados na limpeza, do que a utilização de substrato de papel de cozinha que é facilmente substituído.

Em cativeiro reproduzem-se com alguma facilidade, sendo por isso comuns no mercado, mas os exemplares com cores mais vivas atingem ainda um preço considerável.

Desvantagem

Por ser mais tímida, a Cobra Falsa Coral por vezes liberta o líquido que tem na cloaca, fezes, urina e outro fluídos, no dono, quando se sente ameaçada. Esta capacidade é comum em várias cobras, incluindo na Cobra do Milho e Cobra Real Californiana ou Mexicana, mas sendo este um comportamento de defesa, geralmente ocorre nas cobras mais reservadas. Este hábito tende a desaparecer progressivamente com o estabelecimento de laços de confiança entre a cobra e o dono.

5 – Cobra de Casa Africana – (Lamprophis fuliginosus)


A Cobra de Casa Africana é um animal assustadiço enquanto pequeno, mas não é agressivo. Contudo, é das cobras com os dentes mais longos de todos os colubrídeos, o que faz com que uma dentada cause maior dor.

A sua timidez afecta até a sua alimentação. Muitas vezes tem de ser alimentada no escuro ou com uma luz vermelha para que se sinta segura. Enquanto jovens, costumam comer lagartos por isso costuma ser mais complicado habituá-las a uma dieta de ratos previamente mortos. Existe também o perigo de sobrealimentação já que há casos de cobras que morreram por se alimentarem de ratos demasiado grandes.

Esta cobra é naturalmente esguia e a sua maior vantagem é ser pequena, mede entre 40 e 100 cm. Entre as cobras mais pequenas, a Cobra de Casa Africana, é uma das menos reactivas.

Gostam também de se enterrar no substrato para se esconderem, podendo ser necessário optar por substratos que exigem uma maior manutenção.

Desvantagens

Tal como acontece com a Cobra Falsa Coral, a Cobra de Casa Africana também esvazia a cloaca para cima do dono quando se sente presa. Com o hábito de ser manuseada, este comportamento vai desaparecendo.

Estas são as características gerais das espécies apresentadas, ou seja, uma Cobra do Milho tende, como espécie, a ser de determinada forma, mas existem sempre excepções e os iniciantes devem contar com isso. Os iniciantes devem procurar informação detalhada sobre a espécie de cobra que pretendem e estabelecer um bom suporte de apoio: veterinário, criador e trocar experiências com donos mais experientes.

 
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Publicado por em Maio 24, 2011 em Mundo animal

 

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